Não é só comida!
- Paola Donice

- 16 de fev.
- 2 min de leitura
Você já percebeu como, muitas vezes, o excesso parece inofensivo? Um doce a mais.Um copo a mais.Mais alguns minutos no celular.Mais um episódio.Mais uma compra. A gente chama de “merecimento”.De “cansaço”.De “compensação”. Mas, na tradição espiritual, existe um nome para isso: gula. E não — não estamos falando apenas de comida. No segundo vídeo da série Doenças Espirituais, eu aprofundo justamente esse ponto: a gula como porta de entrada para a desordem interior. São Gregório Magno dizia que os vícios ligados ao corpo são estratégicos. Eles parecem pequenos, quase naturais. Mas vão, pouco a pouco, rebaixando a vigilância da alma. A pessoa relaxa demais.Baixa a guarda.Perde o eixo. E quando percebe, já não governa mais os próprios desejos. A gula não é só comer demais.É a incapacidade de esperar.É a busca constante por estímulo.É o consumo sem presença.É tentar preencher com prazer aquilo que é vazio de sentido. Talvez você reconheça alguns sinais: Comer sem estar com fome.Rolar o feed sem perceber o tempo passar.Sentir irritação quando precisa esperar.Buscar alívio imediato para qualquer desconforto. Por trás da gula existe um anseio legítimo: o desejo de ficar bem. O problema nunca é o desejo.É o caminho desordenado. No vídeo eu explico, com base em São Tomás de Aquino e São Gregório, as cinco formas clássicas da gula — e como elas aparecem hoje em forma de ansiedade, compulsão, gula digital e dispersão mental. E também falo sobre o tratamento. Spoiler: não é culpa.É ordem.É jejum.É reaprender a governar os próprios apetites. Porque uma alma que não sabe esperar, não sabe confiar.E sem confiança, não existe espiritualidade madura. Se você sente que anda mais dispersa, mais cansada, mais inquieta — talvez não seja apenas estresse. Talvez seja desordem interior. O vídeo já está no ar.Assista com calma.E depois me conta: você come para viver… ou vive para consumir? Com carinho,Paola |


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