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A mágica que acontece quando você muda

  • Foto do escritor: Paola Donice
    Paola Donice
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

Há muitas coisas que aprendi ao longo de 20 anos no mercado financeiro.Mas talvez uma das mais importantes seja esta:colocar o dinheiro como prioridade máxima pode ser um caminho extremamente perigoso — e poucas pessoas se dão conta disso.


Tive o privilégio de trabalhar de perto com algumas das mentes mais brilhantes do mercado. Pessoas com uma capacidade rara de enxergar oportunidades, produzir riqueza e gerar impacto real na vida de tantas outras.Gente talentosa, inteligente, estrategicamente impecável.


E justamente por isso, a tentação era grande.


Medir a vida pelo dinheiro é sedutor porque o dinheiro é uma métrica objetiva.Em tempos de alta performance, ninguém quer perder tempo.Resultados financeiros parecem oferecer clareza, eficiência, controle.

Mas existe um problema fundamental nessa equação.


O dinheiro é um meio, não um fim.


Não há nada de errado em perseguir metas financeiras ambiciosas.Eu mesma persegui — e sigo perseguindo.Até mesmo almas magnânimas, capazes de realizar grandes obras, precisarão de grandes quantidades de recursos.


O erro não está no dinheiro.O erro está em perder de vista a hierarquia correta dos bens.

Aristóteles dizia que toda ação humana visa algum bem.E isso é bom — porque fomos feitos para desejar o bem.


O problema é que nem todos os bens ocupam o mesmo lugar.

Uma pessoa vale mais do que uma coisa.A justiça vale mais do que a mera gentileza.A verdade vale mais do que a conveniência.A integridade vale mais do que o aplauso.

São Tomás de Aquino aprofunda isso ao lembrar que existe um bem supremo, para o qual todos os outros bens deveriam apontar.Quando essa ordem se perde, mesmo bens legítimos passam a nos desorganizar por dentro.


E aqui está o ponto mais delicado:muitas pessoas não escolhem mal por maldade —mas porque nunca foram expostas a boas referências.Nunca aprenderam a hierarquizar os bens.Nunca foram convidadas a pensar sobre o sentido último da própria vida.


É por isso que o estudo importa.É por isso que a formação importa.É por isso que nos tornarmos pessoas melhores é um dever — não um luxo.


Ao longo desses anos, vi algo se repetir com frequência assustadora:pessoas extremamente competentes profissionalmente…mas profundamente perdidas na vida pessoal.


Problemas graves de saúde emocional.Relacionamentos frágeis com cônjuges, filhos, familiares.Uma sensação constante de aprisionamento — como se a própria vida tivesse se tornado uma armadilha.

Forma-se então um ciclo vicioso.


Busca-se dinheiro em nome da segurança.Alcança-se dinheiro — e percebe-se que ele não entrega nem a segurança, nem a felicidade prometidas.Tenta-se compensar o vazio com excessos: consumo, viagens, restaurantes, compras, luxúria.Como o vazio persiste, conclui-se que o problema é “não ter o suficiente”.E assim, as metas financeiras se tornam cada vez maiores.


É um ciclo adoecedor.

Eu sei disso porque, em algum nível, eu mesma entrei nesse ciclo.

Até que o pensamento de São Tomás de Aquino me encontrou — ou talvez, me resgatou.Esse conhecimento mudou a minha vida.E é exatamente daqui que nasce a conversa de hoje.


Existe uma mágica que acontece quando você muda.Quando você muda por dentro, todo o resto começa a se reorganizar por fora.


Há uma frase conhecida que diz algo assim:quando você dá o primeiro passo, Deus coloca o chão.

Foi exatamente isso que aconteceu comigo.


Minha irmã me perguntou recentemente como eu estava me sentindo com a transição de carreira.Eu respondi, com toda honestidade, que a sensação era parecida com saltar de paraquedas.


Eu não fazia ideia do que me esperava.


A única coisa clara era uma visão:trabalhar com saúde emocional, porque vi de perto o quanto isso falta — e o quanto isso dói.


Hoje, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo sofrem com questões ligadas à saúde emocional.E, ainda assim, tratamos esse tema de forma rasa, banal, apressada.


O curioso é que, à medida que tive coragem de saltar, as pessoas certas começaram a aparecer, os caminhos começaram a se abrir, e as coisas começaram a fluir.


Nada foi mágico no sentido superficial.Mas tudo foi profundamente providencial.

Por isso, a principal mensagem que quero deixar nesta primeira newsletter é simples — e, ao mesmo tempo, exigente: não desista dos seus sonhos.


Se existe algo que arde no seu coração —especialmente se está ligado ao bem —faça.

O dinheiro é um meio.E se os seus planos exigirem grandes recursos, os meios aparecerão.


Como lembrava Viktor Frankl, citando Nietzsche:“Quem tem um porquê, suporta quase qualquer como.”

É isso que estou vivendo agora.Encontrando o meu como — que tem surgido, silenciosamente, em resposta a tantas orações.


Se existe algo que você deseja transformar na sua vida,comece pelo lugar certo.


Transforme você.Suas crenças.Sua visão de mundo.A ordem dos seus amores.


O resto encontra o caminho.

Fique com Deus.Até a próxima.

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